Cotidiano – Exposição fotográfica do Porto Alegre Cycle Chic

Comecei a fazer o Porto Alegre Cycle Chic como uma proposta para a fotógrafa em mim que desejava um projeto pessoal, daqueles que estendem-se por toda a vida, ou boa parte dela.

Pensei que, para me comprometer de verdade, teria que ser algo que eu amasse, estivesse naturalmente no meu dia-a-dia, me conectasse com outras pessoas, me inserisse no contexto urbano, tivesse uma função social e fizesse os registrados sorrirem, sentirem-se belos em algum sentido ou percebidos nesse corre-corre da cidade.

Já conhecia o cycle chic há algum tempo, e desde o início me identifiquei, pensando: Olha! Não precisa trocar de roupa para pedalar, enfeita as ruas e promove mais ciclistas. Sem lycra, sem pressa, pra qualquer lugar! Que máximo. (Rs!)

Dias vem, dias vão, troca de e-mails com Mikael Colville-Andersen, criador e dono da ideia original, um domínio livre na internet, até que eu, na rua, com a receita bici + câmera + curiosidade procurando vocês em cima de suas magrelas queridas.

Quase um ano depois, convido todos para a primeira exposição desse acervo de colecionadora de momentos cotidianos sobre duas rodas, que vocês poderão ver no VULP, nesta sexta-feira, impresso em papel, para apontar, pegar e levar para casa, se desejarem.

Desde já, faço agradecimentos carinhosos e especiais à todos que posaram para mim neste período ou simplesmente me encantaram por algumas pedaladas, fazendo do barulho dos carros música para meu olhos.

DebDorneles_Cotidiano_PoACC-web

Anúncios

Sobre Deb Dorneles

Em meus diferentes momentos de sentir, gosto de recortar a realidade, abrir pequenas janelas para o que vejo, e fechar portas para o que quero deixar lá fora. Percebo algo muito natural e delicado no que observo, e faço registros desses olhares externos para que reflitam o que se passa internamente. Há um tempo passando, há vida acontecendo, há uma perecividade de que fugimos, e as fotografias podem nos fazer escapar disso, congelando, protegendo, iludindo. Ou servir de lembretes de nossa mortalidade, interpretando, revelando, expondo, como em um sonho bom ou nem tanto. Gosto de brincar com essas forças e provocar a mim mesma com suas diferentes possibilidades. Faço imagens para que entretenham-me e não me deixem esquecer. Embelezo a angústia e simplifico a alegria, assim continuo respirando, avançando, sendo. ♕
Esse post foi publicado em Quem fotografa, Vulp e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s