PoA Cycle Chic Entrevista: o trio que faz o VULP!

Porto Alegre conta com um novo espaço para abraçar e divulgar a cultura da bicicleta. É o VULP, um bici-café que oferece a proposta de café/bar, loja e minioficina para os amantes da magrela. O local abriu há quase um mês e chegou conquistando muitos corações na cidade. Já virou referência para encontros entre ciclistas durante a tarde ou ao final do dia, mas as proprietárias deixam claro, todos são bem-vindos, acompanhados ou não de bicicletas.

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A Isadora Lescano, a Silvia Pont e a Tássia Furtado são amigas que têm em comum um grande amor: a bici. A amizade que se estreitou em encontros na Cidade da Bicicleta, um espaço autônomo e aberto a todos, que recebe muita gente bacana por aqui, acabou sendo o berço de sonhos conjuntos. Observando que em Porto Alegre era difícil encontrar um lugar para relaxar e tomar um café na companhia da bike, que muitas vezes não tinha onde ser estacionada com segurança ou parecia virar algum tipo de constrangimento, o trio decidiu se unir e começar a pensar um espaço com tudo que adorariam ver oferecido por aí.

Desde os últimos meses do ano passado até a abertura em Junho, pesquisaram locais semelhantes, aqui no Brasil e no exterior, que serviram de referência para criação do VULP e contaram com ajuda e apoio de amigos muito especiais para criar esse bici-café, um novo conceito na capital gaúcha. Vindo de diferentes áreas da comunicação, o bom gosto e carinho das amigas pode ser percebido em todos detalhes, desde a linda raposinha que ilustra seu logo até o design dos móveis do estabelecimento (atenção à mesas de aros!), alguns com acabamentos feitos por elas mesmas.

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No VULP você também encontra uma loja que vende acessórios, equipamentos de segurança, peças, vestuário, bicis novas e restauradas, onde marcas internacionais (com preços super honestos) dividem espaço com marcas regionais, parceria que as gurias levam a sério, incentivando o mercado local. “Já houve marcas locais que entraram em contato com a gente querendo oferecer seus produtos aqui. Achamos isso bem legal, pois reforça que investir em ciclistas pode ser lucrativo e um nicho de mercado profissional”.

A minioficina serve para você fazer pequenos ajustes na sua bike e calibrar o pneu na passada, deixar suas peças para dar uma renovada na pintura ou, ainda, dar um upgrade no seu pedal, de acordo com as dicas das proprietárias bicicleteiras.

Já na cafeteria, que elas frisam também funcionar como bar e oferecer aquela cervejinha, a preocupação é servir um bom café e alimentos que agradem a todos. O cardápio de petiscos, com exceção apenas do leite de vaca, oferecido para acompanhar os cafés, é preparado sem produtos de origem animal, não apenas para servir dietas vegetarianas ou veganas, mas para que todos tenham acesso aos alimentos, mesmo com restrições e intolerâncias. “Tem gente que chega aqui e fica feliz, dizendo – Sério que posso comer isso tudo?”. Nesse setor, o Porto Alegre Cycle Chic sugere o cupcake de morango e o mocaccino com leite de amêndoas, de produção local, simplesmente deliciosos para o paladar e para os olhos. As sócias também dizem que o pão de queijo sem lactose faz sucesso e alegra quem há muito tempo não degusta essa delícia!

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O local também está criando parcerias com grupos, marcas, artistas, chefs e oferecendo eventos bem legais, relacionados a artes, cultura urbana e gastronomia. Já rolou ‘after’ da Massa Crítica, da Nuvem, degustação de queijos e cachaças, e vem uma exposição de fotografias por aí, de um site sobre cycle chic que vocês conhecem bem. 😉

As sócias têm consciência de que o estabelecimento faz parte da cultura da bicicleta na cidade, incentivando outras ideias parecidas a saírem do papel e preencherem vazios e demandas. Abertas a receber pessoas que são ou não ciclistas, são superprestativas para ajudar com alguma dúvida, curiosidade e demonstrar algum artigo da loja, ou falar um pouco sobre a paixão pelas queridas bicicletas. Acredito que muitas pessoas retomarão o hábito de pedalar depois de visitar ou frequentar o VULP, pois o local é inspirador e irresistível, e o atendimento das proprietárias, contagiante. Para elas, esse cotidiano relacionado à bicicleta também aproxima as pessoas e as abre a outras discussões periféricas, da alimentação à ocupação do espaço urbano, se tornando uma ferramenta de conexões positivas. A Isadora até sugere uma leitura, o livro The Enlightened Cyclist, do ciclista e escritor nova-iorquino conhecido como Bike Snob NYC, para quem quiser conhecer sensações, desafios e aspirações de um ciclista em sua grande cidade.

Ao final do nosso papo, emocionadas, elas fizeram questão de agradecer a força e colaboração de seus amigos e familiares, que fazem parte do dia-a-dia do VULP, desde a pintura de um pedacinho de parede que limita o lugar, a visitas surpresa durante o expediente até o fomento constante de ideias para o espaço, que, com certeza, colaboram para o clima tão pessoal e aconchegante desse bici-café.

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Ah! Não esqueci de perguntar o que cada uma gosta de vestir para pedalar, confere aí a resposta dessas ciclistas experientes, que estão sempre pra cima e pra baixo de bici, bem belas!

Isadora: Varia bastante de estilo, mas curte bermuda, legging e sapatilha, diz que rola até um vestido, de vez em quando.

Silvia: Alpargata, meia-calça (adora e diz que é superprático!), shortinho e blusa compridinha são seus preferidos.

Tássia: Usa bastante camisetão, com cara de vestido, bermuda e botas, mas adora colocar calça com a barra dobradinha ou polainas.

Todos convidados, ciclistas e amigos, para conhecer o espaço e esse trio querido! Para se sentir à vontade e voltar sempre, garanto. Vai que você tem sorte e dá um lance no bolo sem preço? Não sabe o que é isso?! Só vai encontrar lá.

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Sobre Deb Dorneles

Em meus diferentes momentos de sentir, gosto de recortar a realidade, abrir pequenas janelas para o que vejo, e fechar portas para o que quero deixar lá fora. Percebo algo muito natural e delicado no que observo, e faço registros desses olhares externos para que reflitam o que se passa internamente. Há um tempo passando, há vida acontecendo, há uma perecividade de que fugimos, e as fotografias podem nos fazer escapar disso, congelando, protegendo, iludindo. Ou servir de lembretes de nossa mortalidade, interpretando, revelando, expondo, como em um sonho bom ou nem tanto. Gosto de brincar com essas forças e provocar a mim mesma com suas diferentes possibilidades. Faço imagens para que entretenham-me e não me deixem esquecer. Embelezo a angústia e simplifico a alegria, assim continuo respirando, avançando, sendo. ♕
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